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Alimento de Fé - 03/05/2018 - A porta da consciência

“Eu vim para que eles tenham vida e a tenham em abundância”. João 10: 10b

 

Leia João 10: 1 – 10.

 

O evangelista João pinta uma imagem do que está acontecendo ao redor do redil, além de distribuir o papel do Pastor. A parábola, em última análise, coloca a questão: O que é o melhor para as ovelhas (humanidade)? O que é o melhor para nós? Quem pode realmente nos levar a ter "vida em abundância"? A resposta parece óbvia; No entanto, Jesus com veemência nos fala do Coração de Deus. Quantas vezes Deus tem que observar as dúvidas que temos sobre Ele e as agonias que permitimos adentrar o nosso coração. "Deus não quer que eu seja feliz", Ele ouve as pessoas sussurrando; "Ele não sabe quão bem isso ou aquilo me faria. Sua oferta é tão irritante".

Um monte de coisas vem para nós todos os dias: fotos, vozes, barulho, ideais, notícias, perguntas, alegações e muito mais. E nem sempre é tão claro se o que está batendo a porta do nosso coração é bom ou ruim. 

Cristo é a porta. Assim como as ovelhas aprenderam em quem confiar, nosso coração precisa desenvolver um instinto pelo qual reconheçamos se um pensamento, uma ação ou uma situação é válida ou não. Tudo àquilo que me impeça de aproximar de forma integral de Cristo, ou contradiga Suas Palavras isso é “ladrão”, que não produz vida, antes objetiva tirar.

Jesus chama a todos nós “individualmente pelo nome”. O reconhecimento desta verdade na vida do "cristão" não é apenas formado através do aprendizado de normas e pelo estudo do material da fé. Nasce de uma relação pessoal com Cristo, onde a nossa consciência passa a ser cristocêntrica, Ele passa a ser o centro de tudo o que somos, fazemos ou obtemos.

Através da vida de oração, das disciplinas cristãs, poderemos de forma mais clara reconhecermos que o problema não é o sermos ovelhas, mas se temos reconhecido o Bom Pastor. Que as nossas escolhas sejam dirigidas por uma visão cristocêntrica. 

 

Oração:  Deus, nesta oração, abrimos espaço para a Sua graça. Queremos ter a consciência de onde o Senhor se encontra e do que está dizendo. Aguce nossa audição e dê à nossa consciência a capacidade de distinguir sua voz de outras vozes.

           

Reverendo Silvio de Oliveira

 

Doutor em Teologia com Especialização em Filosofia Clínica